Chegamos naquela época do ano mais uma vez, época de compaixão, amor e TERROR! Se ano passado eu voltei à minha adolescência com o Santa's Slay, este ano eu volto à minha infância com o estranho Jack Frost
Ficha Técnica:
Direção: Michael Cooney
Ano de lançamento: 1997
Elenco principal: Scott MacDonald, Christopher Allport, Stephen Mendel
Duração: 89 minutos
Uma das primeiras coisas que me vêm a cabeça ao olhar pro poster deste filme é a capa do VHS dele na locadora. Me lembro de quando era criança, ao passar e repassar na sessão de terror eu sempre pegava esta fita na mão, mas nunca aluguei. A capa tinha um daqueles efeitos muito anos 90, em que você mudava o ângulo de visão e a imagem mudava também. O que era um boneco de neve feliz se transformava neste monstro ali de cima com alguns poucos movimentos. Achei uma imagem na internet da capa, pra vocês terem uma ideia de quão legal era:
Enfim, vamos à tranqueira (COM SPOILERS): O assassino serial Jack Frost (...quanta coincidência, não é mesmo, Doutor Otto Octavius?) está a caminho da execução quando sofre um acidente automobilístico, o carro da penitenciaria bate em um caminhão que está transportando um ácido geneticamente modificado (?). Ele sai ileso do acidente, mas é banhado no tal ácido como consequência do aumento da pressão no tanque do caminhão. Jack derrete e o SEU DNA SE FUNDE COM A NEVE, tornando-o um assassino implacável na forma de um boneco de neve (que parece de borracha 99% do filme).
Eu vou só puxar a explicação do cientista que aparece no filme: o ácido faz com que a hélice do seu DNA se funda com um objeto inorgânico, para assim preservar a raça humana caso aconteça uma catástrofe global... acho que eu não preciso dizer muito mais aqui.
Veja bem, o filme é um show de atuações ruins, você quase morre com as pausas entre uma fala e outra, totalmente não natural. A trilha sonora do filme é uma bagunça a parte, temos: trilhas típicas dos anos 90 (trilhas orquestradas com batidas eletrônicas), músicas natalinas, heavy metal, músicas natalinas em forma de heavy metal e músicas de velho oeste (!!!); não tentem acompanhar a trilha, só aceitem na medida em que ela muda durante o filme.
Jack sai em seu killing spree na pequena cidade de Snowmonton (...), buscando vingança contra o homem que o prendeu, o xerife Sam, (o falecido Christopher Allport). Na verdade acho que a única atuação digna no filme é a da voz do boneco de neve, ele tem personalidade e um estoque infinito de frases de efeito e trocadilhos. As mortes não são lá muito criativas, mas algumas são bem interessantes, como a mulher que morre enforcada por pisca-piscas e sufocada por bolas de natal. Mas a mais memorável sem sombra de dúvidas é a morte da personagem Jill (Shannon Elizabeth, de American Pie e 13 Fantasmas): Jill está tomando banho de banheira, quando Jack, que pode mudar de estado de matéria facilmente, "escorre" pra dentro da banheira e se solidifica de volta. Veja bem: ele simplesmente estupra a personagem com a cenoura que era seu nariz enquanto bate a cabeça dela repetidas vezes na parede, é bizarro.
O filme termina com um trabalho de maquiagem legal, que mostra o boneco sendo afetado por sua única fraqueza: líquido anti-congelante. Devo ressaltar a forma como isso foi descoberto: o filho do xerife faz uma gororoba pra ele mais cedo, sob supervisão da mãe, mas ele acrescenta o tal do líquido anti-congelante pois ele não queria que o pai dele congelasse de frio, detalhe que esta coisa É TÓXICA, a ingestão deste líquido é uma emergência médica. Resumindo: o filho quase mata o pai, mas acaba salvando a noite de Natal com sua psicopatia.
No fim das contas, Jack Frost é um filme divertido que vale os 90 minutos, ele traz à tona o espírito Natalino que todos nós sentimos quando perguntam se é Pavê ou Pacumê.
P.S - Num caso parecido com Cujo e Beethoven, no ano seguinte temos um filme com o mesmo nome e basicamente a mesma premissa, só que feliz e bonitinho, onde o Batman Michael Keaton morre num acidente de carro (...) e retorna um ano depois como um boneco de neve para cumprir as promessas que fez a seu filho.


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