Vamos lá, imagine um filme com o seguinte plot: Um cara solteiro, anos 80, morador de New York, mentalmente instável. Depois de um acontecimento singular ele começa a passar por uma transformação, pensando ser um vampiro. Na medida em que o tempo passa, sua mente se afunda cada vez mais na ilusão vampírica e isso afeta tudo e todos ao seu redor, um verdadeiro passeio para o fundo do poço da loucura. Um potencial infinito para ser uma obra prima de terror psicológico! Aí você pega essa fórmula e acrescenta UMA ÚNICA COISA: Nicolas Cage com 24 anos de idade. E BAM! O filme vira um caos! Mas um caos L-I-N-D-O
Ficha técnica:
Direção: Robert Bierman
Ano de lançamento: 1988
Elenco principal: Nicolas Cage, Nicolas Cage, Nicolas Cage
Duração: 103 min
Acho super interessante quando um filme que trata sobre loucura te deixa confuso, quando o roteiro é tão caótico quanto a loucura do protagonista, como acontece em In the Mouth of Madness". Aqui tudo é caótico, o roteiro, a atução do Cage (quando ela não é?), a trilha, tudo! Vamos lá.
In the Mouth of Madness, filme louco de pedra
Peter Loew trabalha em uma editora, em um cargo importante. Nos fins de semana ele vai até bares da cidade para procurar mulheres. Nas terças-feiras pela tarde ele vai até a psiquiatra conversar da vida. Um cara bem normal. Porém, em uma noite, durante um amasso hard, um morcego entra pela janela do apartamento, assustando o casal. Peter espanta o morcego em uma cena esquisita e mais tarde revela à psiquiatra que sentiu tesão ao lutar contra o animal (what?). Enquanto isso na empresa, surge um sub-plot: um certo cliente precisa do seu manuscrito, mas é de uma conta antiga e foi armazenado em uma categoria que possui um bobilhão de arquivos. Peter pede à uma secretaria, Alva (Maria Conchita Alonso) que vasculhe os intermináveis arquivo em busca do manuscrito, mas Alva não consegue encontrar o manuscrito dentre os infinitos papéis. Esse sub-plot é responsável pelas cenas mais memoráveis do filme, diga-se de passagem.
Continuando, numa noitadas, Peter conhece "Rachel"( Jennifer Beals), quem ele leva para casa. No meio do amasso hard, é revelado que Rachel é uma vampira (?) e ela se alimenta de Peter. Daqui em diante o caos é instaurado!
A mente de Peter começa a se deteriorar à medida em que ele se da conta de que está "virando um vampiro" e Nicolas Cage dá um banho de atuação caótica (sério, é uma coisa muito única, do tipo que NENHUM OUTRO ator conseguiria fazer) que vale a pena ser assistida. É destefilme que temos o famoso meme:
Nesta cena Peter está esculhambando com a secretária, pois ela ainda não encontrou o manuscrito, o rosto dele vai mudando e mudando e você não consegue parar de rir das expressões faciais do ator.
Sem querer estragar muito, porque eu espero sinceramente do fundo do meu coração que vocês assistam a esse filme, nós temos algumas outras cenas memoráveis: Nicolas Cage recitando o alfabeto, Nicolas Cage indo dormir num "caixão", Nicolas Cage em uma consulta psiquiátrica imaginária, Nicolas Cage perseguindo a secretária pela empresa, Nicolas Cage com dentes de vampiro andando como o Nosferatu de 1922, DENTRE VÁRIAS OUTRAS. Note que eu usei o nome Nicolas Cage, e não Peter Loew, pois eu acredito piamente que essas atuações são partes muito claras da personalidade do ator (nós temos algo MUITO PARECIDO em Motoqueiro Fantasma 2, quando Jhonny Blaze resolve virar Nicolas Cage).
Outra coisa extremamente caótica é a trilha sonora. Ela simplesmente não combina com NADA que está sendo mostrado em tela, você fica muito confuso sobre como deve se sentir. Lembra muito trilhas de filmes de monstros dos anos 50, grandiosa e pomposa, mas as cenas que acompanham as trilhas são no mínimo destoantes.
Não quero falar muito mais, para não estragar a experiência. Assista esse filme, chame amigos e garanto que vai ser divertido. Você vai notar elementos de cena que não fazem sentido algum, caretas do Nicolas Cage, trilha caótica, caretas do Nicolas Cage, cortes de cena bizarros e também caretas do Nicolas Cage. Vá em frente!
Contemplem este trailer:



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