Kurutta Ippeji (A Page of Madness)
Japão - 1926
O cinema japonês é único de várias formas diferentes. Não dá pra assistir um filme japonês, feito para japoneses, achando que a estrutura é a mesma que estamos acostumados. O modo de contar a história é diferente, o jeito como a trama é construída é muito peculiar, a atuação está num nível completamente alienígena para nossas meras mentes ocidentais.
Kurutta Ippeji, de 1926, é um desses lindos filmes japoneses que no começo não fazem sentido algum e que à medida que o tempo vai passando os elementos para entendermos tudo são dados aos poucos.
É difícil até dar uma sinopse, mas tentando seria algo mais ou menos assim: O filme se passa em um hospício e acompanha(?) um trabalhador na tentativa de soltar sua esposa. Aos poucos descobrimos também que ele tenta fazer com que a esposa aceite a filha (que aparentemente teve a ver com o surgimento da loucura da mãe), mas a mãe está tão ensandecida, tão em outro mundo que rejeita qualquer tipo de aproximação.
Logo no começo somos presenteados com uma cena de tempestade em que uma das moças internadas no hospício dança freneticamente ao som da chuva, e você pode sentir o ritmo da música(chuva) aumentando e a dança se tornando mais intensa até o momento em que a dançarina cai com os pés sangrando.
Destaque também para a cena da feira ambulante que chega na cidade, é tudo muito bonito de se ver (mesmo sem cor alguma)
O filme é hipnótico e lindo, com danças, máscaras, luzes, loucura. A cena em que o frenesi de loucura se instaura em torno da dançarina é LINDA. As máscaras, o festival chegando... e é incrível como esses atores dos tempos do cinema mudo conseguem passar tão bem os sentimentos, as angústias, a história dos personagens, sem dizer uma só palavra que seja audível.
Enfim, se você gosta de esquisitices orientais, filmes mudos e em preto e branco, ou se você está disposto a se arriscar num território novo, Kurutta Ippeji é um belo exemplar.
Kurutta Ippeji, de 1926, é um desses lindos filmes japoneses que no começo não fazem sentido algum e que à medida que o tempo vai passando os elementos para entendermos tudo são dados aos poucos.
É difícil até dar uma sinopse, mas tentando seria algo mais ou menos assim: O filme se passa em um hospício e acompanha(?) um trabalhador na tentativa de soltar sua esposa. Aos poucos descobrimos também que ele tenta fazer com que a esposa aceite a filha (que aparentemente teve a ver com o surgimento da loucura da mãe), mas a mãe está tão ensandecida, tão em outro mundo que rejeita qualquer tipo de aproximação.
Logo no começo somos presenteados com uma cena de tempestade em que uma das moças internadas no hospício dança freneticamente ao som da chuva, e você pode sentir o ritmo da música(chuva) aumentando e a dança se tornando mais intensa até o momento em que a dançarina cai com os pés sangrando.
Destaque também para a cena da feira ambulante que chega na cidade, é tudo muito bonito de se ver (mesmo sem cor alguma)
O filme é hipnótico e lindo, com danças, máscaras, luzes, loucura. A cena em que o frenesi de loucura se instaura em torno da dançarina é LINDA. As máscaras, o festival chegando... e é incrível como esses atores dos tempos do cinema mudo conseguem passar tão bem os sentimentos, as angústias, a história dos personagens, sem dizer uma só palavra que seja audível.
Enfim, se você gosta de esquisitices orientais, filmes mudos e em preto e branco, ou se você está disposto a se arriscar num território novo, Kurutta Ippeji é um belo exemplar.
